Texto bíblico: Mateus 18.18-20
18Eu lhes garanto: tudo o que vocês ligarem na terra, será ligado no céu, e tudo o que vocês desligarem na terra, será desligado no céu. 19E lhes digo ainda mais: se dois de vocês na terra estiverem de acordo sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está no céu. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles.
Reflexão
Para entendermos bem o contexto das palavras do Senhor descritas por Mateus é necessário olhar outro texto, constante da carta do Apóstolo Paulo aos Colossenses e que diz o seguinte: “Como eleitos de Deus, santos e amados, vistam-se de sentimentos de compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência. Suportem-se uns aos outros e se perdoem mutuamente, sempre que tiverem queixa contra alguém. Cada um perdoe o outro, do mesmo modo que o Senhor perdoou vocês” (Co 3, 12 e 13). Esses dois textos trazem a tona que o grande objetivo do Senhor Jesus é transformar; é mudar; é chacoalhar e colocar a nossa história de ponta cabeça, para fazer de cada um de nós um novo ser.
E, para isso, Jesus nos propõe uma regeneração, uma transformação na forma de ver e viver no mundo. E, por conta desse objetivo do Senhor que cabe a cada um de nós, dia após dia, buscar viver sob a égide do projeto por Ele revelado e em fidelidade à palavra de Deus, até porque o real objetivo de Deus para a nossa vida, que é largamente exposto no Ministério de Jesus, nos conduz a certeza de que é imprescindível aplicar no nosso dia a dia a máxima cristã que nos imputa o dever de “suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai-vos” (Cl 3,13).
Falo isso porque existe uma grande quantidade de pessoas, que mesmo afirmando sua fé em Deus têm nos lábios a seguinte frase pronta: “não preciso ir a Igreja para adorar a Deus!” Alguns, mesmo afirmando a sua fé em Jesus Cristo, trocam facilmente o culto dominical, por uma programação qualquer. Na carta aos Hebreus, escrita pelo Apóstolo Paulo, nos adverte para não deixarmos de congregar, como é costume de alguns. Ir à Igreja cultuar ao Senhor, não só no domingo, deve ser um ato de alegria e uma prova de fé, porque devemos realizá-lo em espírito e em verdade, ou seja, com toda a expressão de nosso ser. Isso porque, a nossa adoração precisa envolver a nossa alma, coração e mente.
Devemos ter em mente que cultuar, de forma presencial ou virtual, ao nosso bom e terno Deus, precisa ser um ato de prazer, fé e razão, especificamente por causa de três grandes verdades: A primeira: Precisamos alimentar a nossa fé ouvindo e meditando na palavra do Senhor. E, a segunda é o que afirmou Jesus: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí no meio deles”. Assim, não há como acreditar que esta comunhão se faça noutro lugar, a não ser em meio ao seu povo reunido em adoração.
E, por fim, a terceira: Porque Deus nos concedeu como mandamento reservar, pelo menos, um dia na semana para estarmos na Sua presença, celebrando a vida e rendendo ações de graças por tudo que D’Ele recebemos. Como também não podemos negar a importância da comunhão e a necessidade que todos nós temos de estarmos rendendo louvores de ação de graças ao Senhor.
Quando entramos numa Igreja para cultuar, toda a nossa atenção deve estar voltada para nossa adoração a Deus e nunca para as pessoas, nem mesmo para o celebrante. No meio da igreja somos parte do mesmo povo, pecadores em busca da remissão, carentes da mesma Graça, portanto, esperançosos por ser alcançado pela mesma misericórdia e bondade. Render ações de graças, bendizer o Seu santo nome, na certeza que Deus é bom, deve ser a nossa intenção ao estar no meio do povo de Deus para cultuá-lo.
E, digo a vocês que essa máxima não é optativa. Deus nos impele, através da vida de Jesus, a sairmos da nossa zona de conforto e ajudarmos a expandir o Ministério que sempre defendeu a ajuda mútua, através do amor de Deus, que foi proposta por Jesus desde as bodas de Caná da Galiléia (Jo 2,1). Por isso, quero afirmar que o cumprimento deste preceito vai estabelecer uma relação dinâmica com o Senhor e também com àqueles que nos cercam, além de, cada vez mais, ressaltar a necessidade de buscar “primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,33) e, todos os dias, fazer a oração que diz: “Deus amado, Tu nos ensinaste, através de Jesus, que a nossa adoração deveria ser com a nossa alma, o nosso corpo e o nosso espírito. Pedimos a Tua ajuda Senhor dirigindo o nosso louvor e adoração, de forma tal que possamos sempre adorar-te em espírito e em verdade. É o que pedimos em Teu nome. Amém!”
Para Reflexão
- Como fazer para buscar uma nova forma de ver e viver no mundo tomando por base à Palavra de Deus?
- Tenho consciência da importância da comunhão no meu comprometimento com o projeto de Deus?
- Como fomentar ações que levem a transformação na forma de ver e viver no mundo?