Ter a consciência de que o viver é Cristo e o morrer é lucro

Texto Bíblico: Filipenses 1.21-30

21 Pois para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Mas, se eu ainda continuar vivendo, poderei fazer algum trabalho útil. Por isso é que não sei bem o que escolher. 23Fico na indecisão: meu desejo é partir dessa vida e estar com Cristo, e isso é muito melhor. 24No entanto, por causa de vocês, é mais necessário que eu continue a viver. 25Convencido disso, sei que vou ficar com vocês. Sim, vou ficar com todos vocês, para ajudá-los a progredir e a ter alegria na fé. 26Assim, quando eu voltar para junto de vocês, o orgulho de vocês em Jesus Cristo irá aumentar por causa de mim. 27Uma só coisa: comportem-se como pessoas dignas do Evangelho de Cristo. Desse modo, indo vê-los ou estando longe, eu ouça dizer que vocês estão firmes num só espírito, lutando juntos numa só alma pela fé do Evangelho, 28e que vocês não têm medo de seus adversários. Para eles, isso é sinal de perdição, mas para vocês é sinal de salvação, e isso vem de Deus. 29Pois Deus concedeu a vocês não só a graça de acreditar em Cristo, mas também de sofrer por ele, 30empenhados na mesma luta em que vocês me viram empenhado, e na qual, como vocês sabem, ainda agora me empenho”.

Reflexão

Essas palavras aos habitantes de Filipos (primeira cidade europeia que recebeu a mensagem cristã – At 16,6-40), devem nos fazer refletir sobre a necessidade de assumimos o título de servo de Jesus. Fomos chamados pelo Senhor quando não tínhamos nenhum valor; Ele nos colocou sob a Sua presença e nos justificou com a missão de servi-LO e adorá-LO em espírito e em verdade. E, para isso precisamos, com ações e reações, testemunhar que para nós “o viver é Cristo e o morrer é lucro”. Não estou aqui fazendo apologia à morte; mas ressaltando o meu objetivo: Que hoje você tome consciência que o Ministério de Jesus é nada mais nada menos do que o portão do jardim da casa de Deus.

Paulo ressalta o que Jesus apresentou como visão do futuro: Que possamos viver através da certeza que Deus tem um plano maravilhoso para a nossa vida; e, esse plano começa aqui e agora. Por isso, a nossa vida deve ser recheada de esperança. Mas não é só isso, essas afirmações de Paulo confirmam, de forma textual, que precisamos ficar cientes e, principalmente, conscientes, de que o nosso serviço na obra, que restaura corações e resgata vidas, não nos concede nenhuma dívida ou privilegio de Deus para com conosco. Isso porque todo o preço pela nossa remissão junto a Deus já foi totalmente pago por Jesus através da cruz do calvário; e Deus não nos deve mais nada, pois a graça que Ele nos concedeu é, ou melhor deveria ser, suficiente para todos. E, isso demonstra, portanto, que não existirá honra maior a um ou a outro dos servos de Jesus, pois todos foram comprados pelo mesmo preço: O sacrifício de Jesus e a Sua ressurreição.

Assim, a graça que Deus nos oferta, e que está disponível ao nosso alcance, tem como mérito maior o doador e não aquele que a recebe ou quem poderia recebê-la; pois, foi uma oferta de amor, antes mesmo de conhecer o tamanho e da magnitude deste amor. Desta forma, todos os que desfrutarem das bênçãos oriundas da salvação que é fornecida a todos e indistintamente através da atuação do Ministério implementado por Jesus. Assim, tantos os que tiveram um encontro com Jesus na infância, nos anos de tenra mocidade, já adultos ou idosos, terão acesso ao fruto da graça de Deus em Cristo Jesus. E, isso acontece porque a justiça e a bondade são atributos que advém diretamente do coração de Deus de forma igualitária para cada um de nós.

Isso porque, as características que constroem o Reino de Deus são únicas e, inquestionavelmente, especiais, sem nenhum paralelo no mundo que vivemos. Portanto, por mais que tentemos entender todos os processos decorrentes do agir de Deus, eles estão além da nossa limitada compreensão. Desta maneira, precisamos nos render e aceitar as condições que nos sãos ofertadas, pois como Agostinho, podemos também dizer, “que apesar de não entender, cremos e porque cremos, entendemos”. Aqui existe uma mudança de valores: Você não precisa ver para crer; deve crer e somente assim poderá ver! Até porque, o que importa de verdade é termos o nome escrito no Livro da Vida, sem nos preocuparmos com a colocação dele, se como primeiros ou como os últimos, porque a porta é estreita e o caminho é árduo. Nós estamos desfrutando do já do Senhor, mas ainda não estamos glorificados, por isso devemos ter paciência, pois entre o chamado e a glorificação, há um longo caminho que devemos percorrer, fazendo a oração que diz: “Senhor e Deus mui amado, toma a nossa vida em Tuas mãos e concede a alegria de servirmos na Tua obra transformadora. Abençoa o nosso agir e reagir para vivermos sob a égide de que ‘para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro’ sempre empenhados na divulgação das maravilhas que o Ministério de Jesus faz na vida daqueles que buscam ser adoradores em espirito e em verdade. É o que oramos em nome D’Ele e por Ele. Amém!”

Para reflexão

  1. Como fazer para viver através da certeza que Deus tem um plano maravilhoso para a nossa vida”?
  2. O que entendo pela afirmação “Você não precisa ver para crer; deve crer e somente assim poderá ver”?
  3. Como fazer para buscar assumir o título de servo de Jesus?