Mordomia cristã

O que significa?

Entre nós, a palavra Mordomia adquiriu um sentido negativo, principalmente por se associar muito com respeito a alguns de nossos políticos. Mas no sentido original, ela quer dizer justamente o contrário. É a qualidade de vida de quem serve aos outros. Mor significa, em latim, chefe e domo é a casa. De modo geral, o mordomo é a pessoa que administra os assuntos de uma família e as propriedades. No sentido cristão, refere-se basicamente à oportunidade de servirmos a Deus com tudo aquilo que ele nos concede durante nossa vida material.

O que a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil diz a respeito?

Nossos cânones, que são as leis que regem nossa igreja, consideram como dever do ministro instruir as pessoas da paróquia sobre o ministério cristão que inclui: a) a reverência pela Criação e o uso correto das dádivas de Deus, b) a consistente doação de tempo, talentos e recursos financeiros, para a missão da igreja em casa e fora dela, c) a manutenção do padrão bíblico quanto ao dízimo nas contribuições financeiras, d) a proclamação da palavra de Deus de modo que novas pessoas venham a fazer parte da família da igreja.

Por outro lado, os cânones também definem como membros em plena comunhão as pessoas batizadas e confirmadas que frequentemente participam da Santa Eucaristia e contribuem fielmente para manutenção da igreja, sendo que somente tais membros podem votar e ser eleitos para cargos de responsabilidade. Continue lendo “Mordomia cristã”

Maria na tradição da Igreja Anglicana

Rev. Jorge Aquino, ose [1]

Gostaria, antes de mais nada, de agradecer ao convite que me foi formulado para falar neste Congresso Mariológico Mariano, acerca de um tema tão importante. E porque sei que é um tema de suma importância, tenho também conhecimento do peso de minha responsabilidade e das minhas limitações. Preferi falar neste dia sobre a posição encontrada na Comunhão Anglicana e não especificamente nas Igrejas da Reforma. Assim o fiz por duas razões.
Em primeiro lugar, em função do pouco tempo que temos. Falar da presença e da ausência de Maria nas diversas tradições reformadas exigiria bastante tempo, o que inviabilizaria esta comunicação. Em segundo lugar, em função de nossa ignorância do tema, o que exigiria um aprofundamento nestas riquíssimas tradições, o que não seria uma tarefa fácil. Se considerássemos apenas a obra de João Calvino, estaríamos em apuros; quando somamos a esta, os textos de Lutero e dos demais reformadores, com certeza, estaríamos em maus lençóis. A tradição Anglicana, no entanto, possui em seu seio muito da tradição luterana e calvinista, o que pode facilitar a reflexão. Além do mais, há um dado pessoal que pode ser lembrado: é, para mim, muito mais familiar falar do anglicanismo. Continue lendo “Maria na tradição da Igreja Anglicana”

Maria, segundo a Igreja

Por que todo esse barulho a respeito de Maria?

Muita gente anda com medo de tratar da questão de Maria porque julga que isso foge do culto a Deus. Com certeza está errado confundir a devoção a Maria com o culto que é devido somente a Deus. A questão sobre Maria é que ela foi uma garota comum, uma campesina da parte mais pobre da Palestina. Porém, e é um grande porém, ela foi uma garota comum, escolhida para fazer algo extraordinário, tornar-se a mãe de Deus Filho. Continue lendo “Maria, segundo a Igreja”

Espiritualidade anglicana

Por Rev. Gerardo Jaramillo González

A Espiritualidade Anglicana está em tudo aquilo que, sendo próprio do anglicanismo, favorece, fomenta e acrescenta a espiritualidade humana. Está em tudo aquilo que sendo anglicano, melhora a sua capacidade reflexiva, a sua fé e os dons do Espírito Santo, o transcendente que existe na pessoa humana e sua relação com o transcendente, com a própria pessoa, e com as coisas que a rodeiam. São quatro as ênfases que mais se sobressaem na Comunhão Anglicana: 1. A adesão às Sagradas Escrituras; 2. A tricotomia Bispo – Sucessão Apostólica – Grande Comissão; 3. A Liturgia; 4. A Capacidade de Adaptação. Continue lendo “Espiritualidade anglicana”

Comunhão dos Santos

Por +Sumio Takatsu

Primeiro, a localização da expressão Comunhão dos Santos no Credo. Ela se encontra na terceira cláusula (artigo), Creio no Espírito Santo. Por isso, ela não é uma cláusula independente. Ao contrário, a Comunhão dos Santos está na dependência do Espírito Santo e dele recebe não só o sentido, mas também a vida. O Espírito Santo atualiza a Palavra feita carne, Jesus Cristo, sua vida, morte e ressurreição, e a inauguração da Nova Criação, nova convivência, a comunhão com Deus e uns com outros. Continue lendo “Comunhão dos Santos”