Maria, segundo a Igreja

Por que todo esse barulho a respeito de Maria?

Muita gente anda com medo de tratar da questão de Maria porque julga que isso foge do culto a Deus. Com certeza está errado confundir a devoção a Maria com o culto que é devido somente a Deus. A questão sobre Maria é que ela foi uma garota comum, uma campesina da parte mais pobre da Palestina. Porém, e é um grande porém, ela foi uma garota comum, escolhida para fazer algo extraordinário, tornar-se a mãe de Deus Filho. Continue lendo “Maria, segundo a Igreja”

Catedral Episcopal de Paris acolhe noite inter-religiosa para o diálogo e paz

Alguns dias após uma série de ataques terroristas assolarem a França e Líbano, líderes cristãos e muçulmanos se uniram em Paris no dia 17 de novembro para uma noite de debates sobre os esforços de criação da paz e o papel da religião na educação, promovendo o diálogo e levando ao fim da violência ao redor do mundo.

O evento foi organizado pela Catedral da Santíssima Trindade (Anglicana/Episcopal) em Paris, e liderado por um grupo de teólogos muçulmanos que são membros da União Mundial de Peritos do Islã para a Paz e Contra a Violência. Líderes católico-romanos e protestantes também compareceram ao encontro. Continue lendo “Catedral Episcopal de Paris acolhe noite inter-religiosa para o diálogo e paz”

Espiritualidade anglicana

Por Rev. Gerardo Jaramillo González

A Espiritualidade Anglicana está em tudo aquilo que, sendo próprio do anglicanismo, favorece, fomenta e acrescenta a espiritualidade humana. Está em tudo aquilo que sendo anglicano, melhora a sua capacidade reflexiva, a sua fé e os dons do Espírito Santo, o transcendente que existe na pessoa humana e sua relação com o transcendente, com a própria pessoa, e com as coisas que a rodeiam. São quatro as ênfases que mais se sobressaem na Comunhão Anglicana: 1. A adesão às Sagradas Escrituras; 2. A tricotomia Bispo – Sucessão Apostólica – Grande Comissão; 3. A Liturgia; 4. A Capacidade de Adaptação. Continue lendo “Espiritualidade anglicana”

Um indesculpável crime contra as gerações presentes e futuras

O rompimento das Barragens do Fundão e Santarém, da mineradora Samarco, empresa controlada pela Vale do Rio Doce e pela anglo-australiana BHP, aconteceu no dia 5 de novembro provocando uma avalanche de lama misturada com resíduos tóxicos causando 24 mortes, mais de 600 pessoas deslocadas e principalmente a destruição ambiental de toda a região da cidade de Mariana e de todo o distrito de Bento Rodrigues. Os atingidos foram as comunidades ribeirinhas, camponesas, trabalhadores da mesma mineradora, famílias sem muito sustento. A tragédia adquiriu dimensões que vão além do estado de Minas Gerais, atingindo também diversas cidades do estado de Espírito Santo.

A indústria da mineração, no geral, é uma das atividades humanas que mais afeta a vida na Terra pelos seus impactos destrutivos nos ecossistemas, e é de enorme contribuição para o aquecimento global através das emissões de gases efeito estufa, quando não contempla estratégias de redução de riscos e mecanismos de desenvolvimento sustentável.

Igualmente, pelo seu enorme potencial de lucro e de dividendos, que somados à corrupção, é uma das atividades industriais que menos sofrem regulações de governos locais, regionais e federais os quais deveriam interferir para controlar a excessiva exploração do solo e impedi-la diante evidências de catástrofe iminente, sempre priorizando o direito de proteção humana e ambiental como também o direito das gerações futuras, uma vez que, os danos causados em Mariana e Bento Rodrigues perdurarão pelas próximas duas gerações.

Uma tragédia como não se trata de um mero acidente, mas sim é resultado de uma sucessão de erros não contemplados com a devida relevância os quais levam ao desastre que dificilmente é causado somente por um fator. Esse conjunto de equívocos passa necessariamente pelo descaso no controle governamental, como também, pelo crime de priorizar o lucro em detrimento da segurança humana e ambiental.

Entendemos que foi um crime o fato de não se tomar as devidas precauções como também em não planejar mecanismos emergenciais para prever o rompimento e, no caso extremo, de avisar à população com antecedência para minorar os efeitos da avalanche de lama. Não basta somente com indenizar as famílias. É necessário descentralizar o poder das empresas nas decisões sobre os bens naturais, uma vez que eles não são infinitos e não são renováveis sem a devida sustentabilidade. No entanto, as proprietárias da mineradora Samarco não assumem as responsabilidades o que torna mais enfático o comportamento criminoso em não fornecer um mecanismo claro e efetivo na reparação de danos pós-evento.

Tragédias como esta desperta sentimentos de compaixão e solidariedade mas também de indignação, impotência, raiva e dor. Qualquer um pode ser afetado no futuro. Por isso é necessário denunciar esse modelo predatório amparado na economia de mercado que favorece os lucros em detrimento da vida!

Assim, convoco a Igreja a ORAR:

  • Para que sejam tomadas as devidas precauções e prontas ações tanto dos governos quanto das mineradoras responsáveis a fim de evitar que a terceira barragem de Germano venha se romper e aumentar assim os danos às populações.
  • Para que as pessoas afetadas sejam ressarcidas e que lhe sejam oferecidas moradia, trabalho e infraestrutura dignas para reconstruir seus projetos.
  • Para que a ambição humana pelo enriquecimento cesse e não seja colocado o interesse pelo lucro acima da vida e assim evitar outros desastres causados pelo descaso e corrupção.
  • Para que as pessoas danificadas tenham direito a um atendimento humano e sejam supridas de alimentos, roupas e provisões básicas de qualidade.
  • Para que o fornecimento de água seja garantido a todas populações nas cidades que têm sido afetadas pela avalanche de lama que está poluindo os rios e as nascentes.
  • Para que os governos implementem estratégias direcionadas a evitar doenças, epidemias e contaminação tóxica derivada da avalanche de lama.
  • Para que nos tornemos mais conscientes das necessidades do nosso próximo, que neste caso, são os nossos irmãos de Mariana e do Distrito de Bento Rodrigues em Minas Gerais, como também dos diversos povoados e cidades do Espírito Santo.

Dom Francisco de Assis da Silva

Primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil

Publicado no dia 17/11/2015 pelo Serviço de Notícias da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (SNIEAB).

Nota de Falecimento – Dom Hiroshi Ito

“Em Espírito, em verdade Te adoramos, Te adoramos, Senhor!”

Dom Hiroshi Ito, Bispo Emérito da Diocese Anglicana de São Paulo

Neste domingo, 15 de novembro, informo o falecimento de Dom Hiroshi Ito, Bispo Emérito da Diocese Anglicana de São Paulo – DASP. Havia sido eleito bispo diocesano no Concílio Extraordinário ocorrido em 06 de Abril de 2002, na cidade de São Paulo.Natural da cidade de Nara no Japão, foi ordenado ao diaconato em 1967 e ao presbiterado em 1968, tendo sido bacharel em teologia e filosofia. Fundador e primeiro reitor da Paróquia da Santa Cruz. Continue lendo “Nota de Falecimento – Dom Hiroshi Ito”