Impregnar o coração com arrependimento, fé e submissão – III

Texto Bíblico: Lucas 2.41,43-52

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 43Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à procura dele. 46Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura.” 49Jesus respondeu: “Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?” 50Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava no coração todas essas coisas. 52E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Reflexão

Depois de falarmos sobre o arrependimento e fé, nesta semana, pós-natal, vamos nos ater ao tema da submissão. E, para isso, vamos usar o momento da última menção sobre José dos Evangelhos, onde Jesus, ainda menino, anunciou em alto e bom som que tinha que cuidar dos planos do Pai. Mas qual a relação dessa passagem com a submissão? A resposta é simples, no Reino que Jesus implantou, a grandeza e a honra pertencem a quem se coloca, de forma despretensiosa, em completa submissão ao nosso Deus.

Mas o que é submissão? A submissão é na verdade uma “sub missão” de apoio à missão apresentada por Jesus. Submissão não implica em anulação, mas sim em priorizar os objetivos do projeto de Deus para o mundo. Ou seja, submissão significa pôr de lado tudo àquilo que nos separa do projeto de Deus e revela a preeminente necessidade de nos entregarmos totalmente nas mãos do Senhor para divulgarmos ao mundo que Deus quer criar uma relação única e pessoal com cada um de nós. E, esse desejo de Deus foi revelado quando Jesus, pelo sacrifício na cruz do calvário e pela Sua ressureição no domingo, deixou definitivamente de ser o filho unigênito, o filho único do Pai e passou a ser o filho primogênito de Deus, passando a ser o primeiro de muitos; e, nos concedendo a oportunidade de sermos chamados de filhas e filhos pelo Pai; os que, em submissão, tornaram-se de divulgadoras e divulgadores do amor de Deus para com o mundo.

Foi através do sacrifício levado a cabo por Jesus e, principalmente, pela Sua ressureição que hoje eu e você, todos nós, podemos viver sobre a maravilhosa certeza desta constatação: Passamos da condição de condenados e condenadas pelo pecado, para a ostentarmos a casta de filhas e filhos do Deus altíssimo, que através de uma relação de intimidade, comunhão, de submissão, mas também de intenso amor, vivem sob a égide de um compromisso inabalável e, principalmente, de vida integrada ao projeto de Deus.
Ou seja, devemos ficar vigilantes e seguir as determinações do Senhor e viver sob a indubitável certeza que o infinito amor de Deus nos basta. E, por conta desse amor nos bastar é que Jesus afirma que a proposta de conversão deve ser ousada e contundente. Uma proposta que possa levar às pessoas a uma nova forma de ver e viver a vida; e, nos leva a crer que somente em Jesus teremos a benção de Deus sob a nossa submissão.

E, tudo isso demonstra que o Ministério de Jesus exige de cada um de nós uma submissão prática no modo de pensar e, principalmente, no modo de agir e de reagir; pois somente os instrumentos do Senhor no mundo, poderão divulgar as palavras de vida eterna reveladas por Jesus na Palestina do século I. Então devemos nos deixar guiar pelo Espírito Santo, seguindo a vontade do Senhor para que tenhamos a certeza que para tudo dá certo a nossa atitude deve ser de submissão, permitindo que Espírito Santo nos conduza por onde Ele desejar. E, para isso precisamos fazer nossas as palavras do Rei Davi: “Reanima a minha alma; guia-me pelos caminhos da justiça, por amor de Seu Nome” (Sl 23,3).

Ao entregar nossa vida ao senhorio de Jesus, passamos a viver segundo a Sua vontade e dirigido pelo Espírito Santo, para que, sob a autoridade D’Ele, sejamos instrumentos da graça para este mundo torto em que vivemos, fazendo nossa a oração que diz: “Pai querido, concede-nos sabedoria para construir os nossos valores e princípios, tendo como único fundamento a Tua vontade. Que o Teu Santo Espírito possa incutir em nós a submissão aos Teus preceitos, de forma que vivamos nossos dias com os pés nos caminhos que Tu Senhor traçastes para nossa existência. É o que oramos em nome do nosso irmão mais velho Jesus. Amém!”.

Para reflexão

1) Consigo visualizar que, através de Jesus passei para a condição de filha ou filho do Deus altíssimo?
2) Eu me considero um instrumento de Deus no mundo?
3) Como fazer para divulgar as palavras de vida eterna reveladas por Jesus na Palestina do século I?